Ainda existe uma desinformação muito grande sobre o termo DISLEXIA e é um fenômeno generalizado.
Suas causas e manifestações ainda são desconhecidas pelos cientistas e por grande parte da sociedade.
Dia 16 de Novembro é nomeado o "Dia Nacional de Atenção a Dislexia".
A dislexia é uma das mais recorrentes deficiências do aprendizado básico.
Crianças ficam com problemas para ler, escrever, soletrar e de aprender.
O cérebro, tem dificuldade para encadear as letras e formar palavras e as pessoas acabam trocando as letras e sílabas ao ler e ao escrever.
Adultos e pessoas que trabalham com Educação também sofrem com o fator da desinformação deste problema.
Estima-se que cerca de 20% do total das crianças sejam disléxicas.
É um problema hereditário, genético e quanto mais cedo diagnosticar melhor será para toda a família e para quem sofre com isso.
O diagnóstico rápido ajuda se preparar para oferecer a atenção apropriada ao disléxico.
Existem diversas maneiras de se ensinar mais adequadamente uma pessoa disléxica e equiparar o nível de proficiência ao de uma pessoa que não tem o problema.
Muitas vezes é relacionado o problema à preguiça, má vontade ou falta de atenção das crianças.
Isso ajuda retardar o quadro de aprendizagem, podendo gerar até traumas futuros.
Certas vezes, juntando problemas de visão, ajudam a dificultar mais o diagnóstico e o progresso da pessoa.
Eu, Marcelo Freitas, sofro de DISLEXIA e nos primeiros anos do ensino médio, "minha professora de Língua Portuguesa me chamava de burro". Este termo teve um peso tão grande em minha vida.
Sempre tive vergonha de escrever ou de mostrar para alguém as coisas que eu escrevo.
E eu sei o quanto isso acontece ainda com muitas outras pessoas. Ainda acontece comigo.
Algumas vezes, até aqui nas minhas redes sociais, um amigo ou outro me avisa que tem algo errado na publicação que escrevi.
Muita vezes quero me expressar e travo. E quem me conhece sabe que tenho muito o que falar.
Enfim, os anos se passaram, continuo dislexo porém, mais OUSADO. Como exemplo disso, lancei um livro chamado "PELAS PERIFERIAS DO BRASIL", em 2016.
Por Ternacci Ponciano
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